consumo colaborativo e compartilhado influenciam novo mercado de consumidores

Consumo Colaborativo – o que é meu é seu, é nosso

O que é, como funciona e como o comportamento do consumidor influencia nesse novo conceito

Historicamente, houve uma época em que a prática de troca de mercadorias era muito comum entre povos antigos da economia colonial, no qual os principais elementos utilizados nesse sistema do escambo foram sal, gado, açúcar, tecidos, faca, entre outros. Podemos dizer que esses tempos estão de volta, mas de uma forma um pouco diferente: mais modernizado, prático e acessível, graças às possibilidades da internet.

Hoje, os verbos trocar, alugar, doar, emprestar e compartilhar fazem parte da realidade do consumo colaborativo, um conceito que vem ganhando força em tempos de crise e adesão de vários grupos sociais, incluindo os de alto poder aquisitivo. De acordo com a pesquisa da Vision Critical, a estimativa é que, em 2014, o consumo colaborativo tenha movimentado cerca de 100 bilhões de dólares no mundo, o equivalente a 12 vezes o faturamento de uma empresa como a Vivo. É possível encontrar de tudo: de CDs a pendrives, de bicicletas a carrinhos de bebê, de livros a furadeiras, de caronas a pessoas que cuidam de jardim.

Como funciona?

Dois fatores são essenciais para que o consumo colaborativo funcione:

  1. Tecnologia – é preciso que o vendedor e o consumidor tenham contato de alguma forma para haver negócio. O surgimento de ferramentas especializadas em permitir a interação, pela internet, entre pessoas com interesses complementares e que nunca se encontraram pessoalmente é bastante recente. Você que viveu no tempo em que não existia internet, muito menos as redes sociais, sabe como era difícil encontrar alguém que estivesse fazendo negócios. Hoje, há comunidades para tudo que é gosto, portanto encontrar grupos que queiram conversar sobre o mesmo assunto ficou muito mais fácil.
  2. Reutilização – “Por que não dar carona para alguém que está indo para o mesmo lugar que eu em troca de um dinheirinho?”, “Por que não hospedar um turista naquele quarto vazio e cobrar uma diária para ajudar nas despesas?”, “Por que não emprestar objetos que eu raramente uso em troca de alguns trocadinhos?”. Todas essas perguntas podem ser respondidas pelo consumo compartilhado. Como afirma Guilherme Bammer, dono do site de consumo colaborativo, o Descolaaí, O fator mais importante é a economia. Em vez de você pagar caro por um produto novo, pode ter acesso a algo semelhante por um valor muito menor.”

consumo colaborativo comportamento do consumidor

Os novos estilos de vida do consumidor

A tendência comportamental do consumidor tem relação com o modo de vida dele, no qual além do fator econômico, o tempo livre, o ato de compartilhar com a sua comunidade e estar em contato com a natureza são elementos-chave da felicidade, ou seja: qualidade de vida a baixo custo. Essa mudança de hábitos provocada pelo consumo colaborativo proporcionou uma abertura de novas oportunidades para empresas, principalmente as pequenas e médias, uma vez que os negócios emergentes são mais ágeis para aderir a essa nova tendência.

Cases de sucesso

O exemplo mais bem-sucedido até agora é o Airbnb, maior comunidade de hospedagem alternativa do mundo, que permite uma pessoa hospedar estranhos em sua casa, da mesma forma que outra possa se hospedar na casa de alguém que não conhece. O sucesso é evidente, pois todos os envolvidos ganham: de um lado, o proprietário ganha um dinheiro ao alugar o seu próprio lar e, do outro, o viajante aluga uma casa pagando menos que a estadia em um hotel. Seguindo esse mote, o paulista Eduardo Baer abriu a DogHero, um Airbnb para cachorros à grosso modo, que ajuda donos de cães que precisam viajar e deixar o animal de estimação na casa de alguém, pagando um valor menor do que o cobrado por um hotel.consumo colaborativo airbnbO Uber, aplicativo de serviço de carona compartilhada, também segue o conceito de consumo colaborativo e, tem gerado grandes discussões envolvendo taxistas – outra e longa história. Basicamente, tem como objetivo ajudar quem precisa de carona a encontrar um carro com um motorista particular que o leve ao destino desejado. O que difere o Uber dos táxis convencionais está no preço mais elevado das corridas, no carro mais luxuoso e no serviço, que é considerado muito melhor.consumo colaborativo uberO que o consumo colaborativo nos reserva?

Se levarmos em conta a tendência do consumidor, esse modelo de consumo reserva ao mercado novos negócios, novas ideias de compartilhamento, reutilização, reciclagem e sustentabilidade, conquistando, assim, espaços cada vez maiores e significativos na nossa sociedade, visto que ela está inserida em um meio de mídias cada vez mais convergente, no qual as redes sociais fazem parte do cotidiano de todos os consumidores que buscam boas experiências de consumo, seja compartilhando fotos, opiniões pessoais, vídeos e diversas outras informações. Investir em monitoramento de informações, pesquisar e analisar o mercado e a concorrência, através de inteligência de mercado, análises de consumo, perfil de consumidores ou análises de tendências, são passos determinantes para quem quer entrar nesse mercado de consumo compartilhado e obter resultados promissores.

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4 comentários

  1. Muito bom conteúdo. O mercado digital é novo aqui no país e devemos aproveitar o quanto antes.

  2. Realmente, o mercado digital só tende a evoluir e nós temos que estar preparados para essa grande evolução! Que bom que gostou do artigo, Luiza! 🙂

  3. Muito interessante este assunto sobre consumo colaborativo, mais ou menos eu tinha uma noção de como funcionava, mas este artigo sanou de vez todas as minhas dúvidas.

  4. Este sistema de consumo colaborativo é uma tendência que veio para ficar, quando começou eu não tinha bem ideia de como funcionava e os benefícios que podem trazer para toda a nação mundial, hoje eu apoio totalmente o consumo colaborativo.

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