MOBILIDADE URBANA: PROBLEMAS E SOLUÇÕES

A realidade da infraestrutura de transportes no Brasil

Somos o quinto maior país do mundo em área – cerca de 8,5 milhões de km² – e também possuímos a quinta maior população mundial, com mais de 205 milhões de habitantes em 2014. Esses números justificam, dentre outras coisas, a grande variedade de paisagens e a intensa miscigenação da nossa população.

Para suprir as grandes distâncias geográficas desse país com dimensões continentais, é necessária uma infraestrutura de transporte. Nesse sentido, o Brasil conta com quase 2 milhões de quilômetros de rodovias, cerca de 4.000 aeroportos (34 internacionais), 37 grandes portos, 50.000 quilômetros de hidrovias e cerca de 30.000 quilômetros de ferrovias.

Entre todas essas opções, a forma mais utilizada pelos brasileiros para o transporte são as estradas espalhadas pelas cinco regiões. A malha rodoviária brasileira comporta uma frota de aproximadamente 88 milhões de veículos (entre carros, caminhões, ônibus, etc.), segundo dados do Denatran/abril 2015.

Se em 2011 a previsão era de que o número total de passageiros de avião ultrapasse em 10% o contingente de passageiros de ônibus, conforme afirmou a ABETAR (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional), em 2015 tem se constatado de que só em vôos domésticos cresceram em 9,1%, conforme dado da ANAC, superando esta meta para o todo. Na medida em que a concorrência cresceu, os preços das passagens aéreas abaixaram. Também neste contexto, a ascensão da Classe C fez com que o consumidor não hesitasse em trocar as rodoviárias pelos aeroportos, devido principalmente, ao conforto e à agilidade do transporte aéreo.

Um fato que está aumentando a repercussão sobre a mobilidade urbana brasileira são as olimpíadas de 2016, no Brasil. A maior preocupação diz respeito à capacidade do país abrigar o evento daqui a um ano, sendo o sistema de ligação e mobilidade dos atletas, público e turistas um dos temas mais questionados.

A insatisfação com o transporte nacional nas redes sociais

O Brasil tem vivido uma fase inédita de sua história. Mas a escolha do país como palco das Olimpíadas em 2016 gera discussões sobre a infraestrutura do país, principalmente em relação à rede de transportes, essencial para que grandes eventos internacionais tenham possibilidade de sucesso.

Levando isso em consideração, os problemas e deficiências da estrutura de transportes brasileira são duramente apontados pelos usuários web, pois interferem diretamente no dia a dia do cidadão. Podemos perceber que as mídias sociais também permitem a propagação dessas insatisfações, com interações sobre lotação, debilidade dos terminais de passageiros, atendimento lento, precariedade dos acessos e outras mais.

Um dos fatores positivos no uso das redes sociais na disseminação do tema é a condição de replicar informações sobre acidentes, condições das vias e dos terminais de transporte em tempo real, antes mesmo da veiculação pelos grandes veículos de comunicação e inclusive com a ajuda dos perfis oficiais de Polícias Rodoviárias no Twitter e outras Redes Sociais.

As considerações dos usuários também são preciosas para a avaliação do sistema de transportes brasileiro, pois são opiniões de quem utiliza essa estrutura diariamente. É um monitoramento útil para o planejamento das obras e para a compreensão das expectativas dos cidadãos.

Seja pelos momentos de preparativos de eventos esportivos tão importantes ou pelas necessidades de crescimento e fortalecimento da economia, o transporte nacional precisa evoluir em todas as frentes e dar margem ao conceito multimodal, que prevê a expansão de todos os sistemas de transporte, visando entre outros fatores, à própria competitividade do país e ao avanço a grandes mercados pouco explorados – em tempos de redes sociais, evolução e inovação devem ser as palavras-chave da integração do sistema de transportes nacional.

Como reverter essa situação?

Nas redes sociais, é possível avaliar com clareza a percepção do público sobre produtos e serviços, portanto, administração pública ou corporações privadas que buscam promover sua imagem por meio de ações efetivas, precisam estar atentas sobre a percepção dessas ações pelos cidadãos e consumidores. O monitoramento de informação desses canais, além de filtrar as informações relevantes de maneira funcional, possibilita um trabalho estratégico mais avançado, que leva em consideração o feedback da opinião pública e os seus interesses, garantindo melhores resultados.

Verificar a opinião pública, identificar falhas e aplicar mudanças a partir dos resultados de monitoramento de informações, são os passos que compõem a caminhada para o sucesso em serviços.

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