[TENDÊNCIAS 2017] INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS QUE MUDARÃO A VISÃO DAS EMPRESAS

Drones, carros autônomos, robôs, reconhecimento facial, aplicativos, segurança de dados, óculos de realidade aumentada, wearables, internet das coisas. Essas são algumas das apostas no campo das inovações e tecnologias para os próximos anos que se popularizarão entre os adeptos da modernização, no que diz respeito à geração Y e Z, principalmente.

Novas necessidades surgem com o passar dos anos, conforme as mudanças no comportamento do consumidor, influenciadas pelo surgimento de culturas e acontecimentos, que precisam ser supridas. Sendo assim, as empresas e marcas se veem obrigadas a se adaptarem a essa nova realidade, seja por meio de transformações conceituais, seja por meio de soluções tecnológicas, a fim de se manterem relevantes no gigante mercado que as cercam. A partir disso, apresentamos algumas tendências para 2017 que influenciarão o mercado tecnológico, confira:

  • NOVO NICHO DE MERCADO

O fato de que os milenares nativos-digitais – ou geração Y e geração Z –, atualmente, estão se tornando pais, aliado à tendência de se obter novas formas que visam facilitar o dia a dia do consumidor, fez com que um novo nicho de mercado surgisse e chamasse a atenção das marcas: os Millennials que se tornaram pais. Essa fatia da população está buscando soluções para a educação infantil na indústria de tecnologia, que mães do passado não tiveram acesso.

Ferramentas de monitoramento mais inteligentes, máquina de comida para bebês, chupeta termômetro, analisador de choros, berços que reconhecem quando o bebê acorda e balançam para fazê-lo dormir novamente, aplicativo que compartilha informações sobre o comportamento da criança, são algumas das funcionalidades que surgiram para atender as necessidades desses novos pais – ou de pais já experientes, mas exaustos.

chupeta tecnológica que mede a febre

Dentre essas funcionalidades, está o Baby Glgl, um dispositivo que se encaixa na mamadeira, calcula a quantidade de leite e de ar que a criança está ingerindo e ajuda os pais a segurarem o objeto na inclinação correta, através do envio de informações para um app. Já a chupeta Pacif-i, contém um termômetro e envia as medidas de temperatura para o smartphone dos pais, avisando quando o bebê tem febre e mostrando se o remédio está ou não fazendo efeito.mamadeira tecnológica que manda informações para app

  • CIDADES INTELIGENTES

Utilizar o marketing baseado em geolocalização e em internet das coisas é outra forte tendência para negócios digitais, que promete transformar a maneira como empresas se conectam a seus clientes e detectam novas oportunidades de negócios. Saber o que o seu cliente está fazendo e onde ele está, com o auxílio de softwares ou aplicativos que apontam essas informações é fundamental para que as marcas impressionem o consumidor certo no momento certo, e consequentemente, obtenha resultados mais positivos e planejamentos mais assertivos.

Uma dessas melhorias se aplica, inclusive, ao planejamento urbano de uma cidade, no que se refere à antecipação de fenômenos futuros, possibilidade de redução de custos e melhoria da qualidade da prestação de serviços públicos, identificando áreas de oportunidades onde a gestão pública pode estabelecer e empregar estratégias.

O sistema urbano de mobilidade sustentável em uso no Centro de Operações de Mobilidade, localizado no Instituto Curitiba de Informática, é um exemplo da aplicação da Internet das Coisas no planejamento urbano. É possível monitorar online a frota de carros elétricos, a manutenção dos eletropostos instalados pela cidade, bem como a energia elétrica consumida, o número de viagens e distâncias percorridas, através de um dispositivo do sistema instalado tanto nos veículos quanto nos eletropostos.tendências tecnológicas 2017

A prefeitura de Los Angeles, em parceria com a empresa ESRI, lançou o GeoHub da cidade de Los Angeles, uma das mais completas coleções de dados geográficos dos EUA, que ajuda os moradores a entenderem melhor suas comunidades e as Secretarias Municipais a organizarem melhor ações de obras de pavimentação de estradas, edificações e segurança pública. Além disso, o sistema permite aos usuários o acesso da plataforma para criarem mapas voluntariamente e construir aplicações personalizadas com a finalidade de apoiar a resolução de problemas e otimizar os serviços da cidade.

  • COMBATE AOS DISSEMINADORES DE ÓDIO NA INTERNET

Apesar das inúmeras facilidades que a internet trouxe para a sociedade desde que surgiu, ela também deu abertura para a atuação de trolls, cujo único objetivo se limita a brigar, causar e disseminar ódio. Infelizmente, esse tipo de comportamento ocupa cada vez mais espaço no ambiente virtual, uma vez que é caracterizado pelo anonimato e pela premissa de que “nada acontece” e do “ninguém faz nada”.

Para reverter essa situação e combater discursos de ódio, a Comissão Europeia advertiu as redes sociais Facebook, Twitter, Google, YouTube e Microsoft que providenciassem uma solução, caso contrário a União Europeia criaria uma lei que as obrigaria a fazer. Depois de terem assinado, voluntariamente, um código de conduta para combater o discurso de ódio em suas plataformas em até 24 horas, a Comissão revelou que a medida não estava sendo cumprida como deveria; somente 40% dos casos eram analisados durante o período limite. De acordo com o relatório da organização, o YouTube foi o serviço que respondeu com maior rapidez a esse tipo de demanda, e o Twitter ficou em último lugar.

google tenta combater trolls e disseminadores de ódio

Dentre as medidas realizadas para combater os disseminadores de ódio até agora, podemos destacar o Conversation AI, software de inteligência artificial criado pelo Google, que consegue identificar comentários ofensivos com mais de 92% de precisão, segundo a empresa. O Skype, que antes tinha os endereços de IP expostos, facilitando a invasão de hackers em PCs de usuários, adicionou um recurso padrão de segurança que protege essa informação.

Outra empresa que abraçou a causa foi o Twitter, através do desenvolvimento de uma ferramenta que rastreia os ofensores através do número de telefone deles e permite o usuário reportar o conteúdo indesejado. Inclusive o WhatsApp tem uma lista de condutas que podem resultar em banimento temporário ou definitivo do usuário, onde entram: enviar spam, criar grupos com desconhecidos e ser bloqueado por muitas pessoas.

  • SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO NA INTERNET DAS COISAS

A integração entre objetos que utilizamos no dia a dia com a internet, ao mesmo tempo em que sinaliza um grande benefício para a sociedade no que se refere à facilidade de realizar determinadas atividades, também adverte para um problema comum do século XXI: a segurança da informação.

De acordo com os dados de uma pesquisa realizada nos Estados Unidos com 16 grandes fabricantes de automóveis, quase 100% dos carros no mercado americano, atualmente, são conectados a redes de comunicação sem fio que podem ser vulneráveis a ataques de roubo de dados pessoais. Outra pesquisa, desenvolvida pela HP Security Research, revelou que 70% dos produtos ligados à internet das coisas possuem falhas graves de segurança e estão sujeitos a ataques de hackers. A maioria dos problemas está relacionada à privacidade, falta de autorizações suficientes, softwares inadequados de proteção e falhas de criptografia.

tecnologia para combater os hackers

Embora os números sejam um tanto quanto intimidantes e o cenário pouco otimista, há diversas iniciativas de cibersegurança que visam unir forças com provedores de telecomunicações e governos do mundo todo para combater crimes virtuais de cibercrimonosos.

Mais importante do que criar novas facilidades tecnológicas, como a internet das coisas, é desenvolver medidas de segurança confiáveis que garantam o uso de recursos tecnológicos sem receios. Reflexo disso é o fato de que os consumidores dos EUA e do Reino Unido se importam mais com o sistema de segurança das marcas que possuem seus dados do que com o preço. As marcas terão que trabalhar muito para convencer os consumidores de que seus produtos ou serviços são realmente seguros.

  • REALIDADE AUMENTADA, VIRTUAL E SOCIAL

Representando a quarta era da informática, depois dos computadores, da Internet e da telefonia móvel, a realidade virtual e a realidade aumentada ocupam uma nova vaga tecnológica e vieram para ficar. Enquanto a realidade virtual transporta o usuário para outro lugar, a realidade aumentada acrescenta elementos àquilo que estamos vivendo no momento.

Depois do Pokemon Go, as empresas estão procurando novas maneiras e alternativas para engajar o consumidor, que agora já tem noção do que se trata através de sua experiência com o aplicativo do jogo. De certa maneira, o Pokemon Go abriu portas para as marcas mergulharem nesse segmento mais facilmente, com maior foco na realidade aumentada do que na virtual, uma vez que é mais acessível, tendo maiores chances de alcançar o público e de se propagar no mercado.

No entanto, a realidade virtual tem enorme potencial para crescer ainda mais, não só no segmento de games, como também no âmbito social. É preciso que as empresas de tecnologia levem em consideração que a realidade virtual como ela é atualmente – de cunho antissocial, visto que o usuário usufrui do recurso sozinho, e limitado a games – não vingará e dificilmente conseguirá impactar o público de forma massiva. Unir a tecnologia às redes sociais, por exemplo, pode destacar a VR, fazendo com que a tecnologia alcance novos horizontes e permita que os consumidores interajam em uma realidade paralela.

realidade virtual e realidade aumentada são tendências 2017

Hoje em dia, dificilmente encontramos uma empresa que sobrevive sem o apoio de qualquer tecnologia. Algumas dominam o mercado, criando novos conceitos e possibilidades, enquanto outras aproveitam as inovações já existentes para aprimorar seus produtos ou serviços. Embora a tecnologia possa trazer inúmeras facilidades no cotidiano das pessoas, ela também pode ameaçar mercados e empresas. Por isso, além de estar aberto às oportunidades que a tecnologia oferece, é preciso estar preparado e se precaver de eventuais vulnerabilidades.

Qual dessas tendências sua empresa vai aproveitar em 2017? Sabe de mais alguma onda tecnológica que impactará o mercado nos próximos anos? Não deixe de comentar!

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