Porto de Santarém é alternativa para soja de MT
Jornal Mato Grosso do Norte - Alta Floresta/MT - ATUALIDADES - 20/01/2010 - 15:17:05
LOGÍSTICA - Rota Cuiabá-Santarém vai reduzir em até US$ 40 o custo do frete por tonelada de soja transportadaExpresso MT Marco Domingues Diante do alto preço do frete, que é um dos itens que mais pesa no bolso do empresário do agronegócio, a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja) está articulando um grande empreendimento visando uma nova rota no transporte de grãos para o centro-norte brasileiro. Trata do escoamento da safra via Porto de Santarém, no Pará, cidade localizada a 700 quilômetros da divisa com Mato Grosso. A alternativa, segundo especialistas no assunto, não só permite desafogar o fluxo de caminhões em direção aos terminais do centro sul do país, mas principalmente baratear os custos de produção, que atrelado ao preço do dólar e ao respectivo movimento de cotação, fica eminentemente à deriva, incidindo sob os lucros do produtor. Diante do propalado no painel “Estratégias de Mercado e Políticas para 2010”, evento que compôs o Show Safra nos dias 15 e 16 em Lucas do Rio Verde, o novo caminho, no entanto, não poderá entrar em funcionamento este ano pelo fato de que o Terminal Portuário de Santarém, segundo informações, não suportaria a demanda de grãos oriundas dessa região. “Da forma como se apresenta hoje, o Porto de Santarém não comportaria 20% da produção de grãos do Norte e Médio Norte Matogrossense”, constatou o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) Glauber Silveira, uma das dezenas de autoridades presentes no evento, ocorrido nos dias 15 e 16 de janeiro. . Os problemas, segundo ele, se originam na própria localização do terminal, que localizado na região central da cidade acarretaria uma sobrecarga improvável de ser absorvida pelo trânsito, devido ao incremento necessário de veículos pesados transportando a safra matogrossense. Além disso, a Companhia Docas do Pará, que administra todos os empreendimentos portuários do estado vizinho, segundo Glauber, não resolveu as questões ambientais exigidos para aquela instalação. A constatação, todavia, não desanimou o representante da categoria. Por iniciativa da própria entidade, segundo Glauber, em 2010 a Aprosoja contratou um estudo de viabilidade técnica, extraindo os impactos ambientais, sociais e econômicos que uma grande reforma e ampliação do movimento do cais poderá trazer para a cidade paraense. “Num próximo momento estaremos discutindo com toda a sociedade Paraense, especialmente com o povo de Santarém, para que possamos fazer desta cidade realmente a via de escoamento da produção do estado de Mato Grosso, que do ponto de vista logístico, é a alternativa ideal para nossa agropecuária”, disse. Este levantamento, segundo ele, está em fase de negociação, e tão pouco as autoridades paraenses e mato-grossenses entrem num acordo, o empreendimento será iniciado. De acordo com cálculos da Aprosoja/MT, a rota Cuiabá-Santarém vai reduzir em até US$ 40 o custo do frete por tonelada de soja transportada, em relação ao que se paga hoje pelo escoamento do produto via Santos (SP) ou Paranaguá (PR). No caso da região norte do Estado, por exemplo, o custo do frete aos portos exportadores chega a até US$ 140 por tonelada de soja. Por Santarém, este custo poderia ser reduzido em até 28,58%, garantindo maior competitividade aos grãos produzidos em Mato Grosso. Atualmente, os produtores mato-grossenses chegam a pagar até US$ 8,40 por saca de soja transportada até aos portos de Santos e Paranaguá. No caso da região de Canarana e Água Boa, o frete sobe para US$ 12/saca. Por Santarém, o custo do frete diminui drasticamente, propiciando um ganho de quase 30% ao produtor. |
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LOGÍSTICA - Rota Cuiabá-Santarém vai reduzir em até US$ 40 o custo do frete por tonelada de soja transportada