Exército vai receber R$ 3,3 milhões para refazer orçamento do metrô

A Tarde On line - BA - Salvador/BA - POLÍTICA - 04/02/2010 - 00:33:00

Flávio Costa, do A TARDE

A prefeitura pagará R$ 3,36 milhões para que o Departamento de Engenharia do Exército refaça o orçamento da construção do metrô de Salvador. O documento é exigido pelo Tribunal de Contas de União (TCU) desde dezembro de 2008. O órgão aponta  uma série de irregularidades na obra, inclusive a falta da planilha de custos unitários e  um possível superfaturamento de R$ 110 milhões (em valores corrigidos).

De posse do reorçamento, o TCU poderá constatar se houve  sobrepreço na obra tocada pelo consórcio Metrosal  – formado pelas empresas Andrade Gutierrez, Camargo Correa e Siemens. Antes, a prefeitura havia pedido duas prorrogações para entregar o documento ao Tribunal.

Representantes da Companhia de Transporte de Salvador, órgão da prefeitura, e do Exército firmaram convênio ontem, em reunião no canteiro central da obra, na Rótula do Abacaxi. O acordo  foi ratificado também pelo prefeito João Henrique e pelos ministros Márcio Fortes (Cidades) e Geddel Vieira Lima (Integração Nacional). “Estamos  dando solução à demanda do TCU”, disse Geddel.

20 mil planilhas - A prefeitura não divulgou de onde sairá a verba para fazer o pagamento do serviço. O secretário substituto da Secretaria de Controle Externo do TCU na Bahia, Marcus Vinícius  Reis, disse que o custo do reorçamento não pode ser repassado ao consórcio. “Foi uma falha da prefeitura em não ter incluída a planilha detalhada da obra no momento da assinatura do contrato em 1999”, explicou.

Os militares terão seis meses para entregar o reorçamento. “Nós não faremos juízo de valor. Com base no projeto original do metrô,  vamos apresentar o replanilhamento com os preços  que seriam praticados na obra, de acordo com os nossos parâmetros”, disse o chefe do departamento de engenharia do Exército, general Ítalo Avena. A equipe analisará mais de 20 mil planilhas da construção.

O Metrosal é acusado pelo Ministério Público de improbidade e fraude na licitação,  com outras quatro construtoras: OAS, Odebrecht, Queiroz Galvão e Constran.

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