Nova promessa para a nova ponte
Zero Hora - Porto Alegre/RS - EDIÇÃO IMPRESSA - 09/02/2010 - 04:30:46
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Candidata à sucessão de Lula, Dilma Rousseff promete incluir obra no PAC 2
Quando a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, esteve em Porto Alegre na semana passada, houve uma renovação na esperança de quem sofre com o trânsito da Região Metropolitana. A ministra afirmou, em entrevista ao Gaúcha Atualidade, na sexta-feira, que a nova Ponte do Guaíba é candidata seríssima a ser contemplada no PAC 2, que tem lançamento previsto para março. Caso a ideia saia do discurso, o sonho de uma nova ligação sobre as águas tende a ficar mais próximo de se tornar realidade. A obra ajudaria a desatar um nó na complicada engrenagem de integração entre as principais regiões do Rio Grande do Sul. Trecho importante nas rotas que passam pela Capital, Região Metropolitana e Porto do Rio Grande, a ponte atual recebe cerca de 38 mil veículos por dia. Para piorar o trânsito intenso, o fluxo precisa ser interrompido diariamente, em média, por duas vezes de 20 minutos. Nesse tempo, é feito o içamento do vão móvel para passagem de navios pelo Guaíba. Há também os acidentes que tumultuam ainda mais a rotina. Na quinta-feira passada, por exemplo, um caminhão tombou próximo à ponte e provocou um engarrafamento de sete quilômetros. Enquanto o PAC 2 não chega, os trâmites para a construção da obra seguem, mesmo que ainda em fase embrionária. O primeiro grande passo foi dado em janeiro. No dia 13, iniciou-se a licitação para definir qual empresa irá elaborar o estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental, no qual deverá constar também o traçado da ponte. Concessionária chegou a apresentar projeto Quando estiver concluído, o estudo servirá de farol para todas as etapas seguintes. É com ele que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) saberá exatamente o que pode ser construído, quais as limitações e qual a previsão de custo. – Esperamos que o estudo de viabilidade fique pronto ainda neste semestre. Para o final de 2010, queremos iniciar a segunda licitação, ou seja, escolher a empresa que vai elaborar o projeto final da obra – afirma o superintendente do DNIT, Vladimir Roberto Casa. Para o senador Sérgio Zambiasi (PTB), o tempo de conclusão da obra deve ser de quatro anos e o custo total pode chegar a R$ 500 milhões. Cifras que assustam, mas não diminuem a urgência em se erguer a nova ligação, como explica o parlamentar. – Quando a Rodovia do Parque estiver pronta e o novo complexo do Grêmio finalizado no Humaitá, toda aquela região será ainda mais exigida em termos urbanos – afirma. Segundo ele, o governo tem duas opções para garantir os recursos. Uma delas é colocar a obra no orçamento da União e utilizar dinheiro próprio. A outra alternativa é negociar com a Concepa. – A ponte faz parte da região pedagiada. O governo poderia negociar da seguinte forma: a Concepa constroi e, em troca, ganha mais tempo para explorar a rodovia – afirma o senador. A concessionária chegou a entregar um projeto inicial para a nova ponte em dezembro de 2007. Na proposta, o tempo de exploração da rodovia seria esticado de 2017 para 2036 e o custo previsto era de R$ 250 milhões. Sem definição, o Movimento Ponte do Guaíba: a Vida e o Progresso Vêm Primeiro trabalha para garantir os recursos o mais rápido possível para a obra. – Com o estudo de viabilidade em mãos, os valores já podem ser discutidos nos debates e incluídos no orçamento de 2011 – acredita Sérgio Luiz Costa, presidente do movimento. |
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