LiveZilla Live Chat Software
Logo
Esqueci minha senha

Veja nossos últimos estudos

A equipe analítica da MITI Inteligência desenvolve infográficos, estudos, análises e insights sobre o mercado, que são disponibilizados para o universo corporativo, imprensa e sociedade como uma fonte de informações estratégicas para o acompanhamento de repercussão, relevância e posicionamento na web.

A violência no trânsito brasileiro 01/11/2010

A VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO BRASILEIRO

A violência no trânsito no Brasil apresenta números cada ano mais alarmantes, colocando o país entre os que mais registram mortes em acidentes de trânsito no mundo. Para tentar reverter esse quadro, os governantes concentram esforços para reduzir os índices dessa realidade, trabalhando na criação de novas leis e ações preventivas, embora algumas barreiras inibem resultados mais eficazes. A falta de efetivo, equipamentos e, principalmente a impunidade, fazem com que os números continuem elevados e sem previsão de redução. Existe também outro motivo fundamental para que essa situação não se resolva: o comportamento da população. É através desta conscientização em massa que os números tendem a diminuir, como ocorre em muitos países, onde a população alterou conceitos, valendo-se de uma direção preventiva, respeito aos cidadãos e as leis de trânsito. A população tem um papel fundamental nesta luta e, ao lado do poder público, pode tirar o Brasil das primeiras colocações no ranking de mortes no trânsito.

Brasil x outros países

No Brasil, na década de 90, as leis de trânsito e a fiscalização ficaram mais consistentes, reduzindo pela metade os índices de mortalidade, chegando a 25 mortes/100 mil hab/ano, número ainda alto quando comparado aos países do primeiro mundo. Os índices do nosso país são semelhantes ao de países do terceiro mundo como El Salvador, Vietnam, Índia e países da África, que superam a média de 30 mortes/100 mil hab/ano.

Segundo estudo da Organização Mundial de Saúde realizado em 2007, o Brasil ocupava a preocupante quinta colocação no ranking mundial de mortes causadas por acidentes de trânsito, com 35,1 mil mortes e atrás apenas da Rússia (35,9 mil), Estados Unidos (42,6 mil), China (96,6 mil) e Índia (105,7 mil).

A pesquisa aponta que em países do primeiro mundo como Holanda, Suécia, Canadá, França e Japão, a incidência de acidentes apresenta os menores números mundiais. Esse fato é resultado do rígido controle sobre as determinações de trânsito e reflete nos baixos índices de mortalidade (possuem menos de 10 mil mortes/100 mil hab/ano).

Já em 2008, vemos que os Estados Unidos melhoraram substancialmente seus índices, reduzindo seu coeficiente para 12,5 mil/ 100 mil hab / ano.

Os dados mostram o alarmante número de mortes em acidentes de trânsito no Brasil, que é maior que toda a União Européia junta, composta por países de primeiro mundo e com maior conscientização das leis de trânsito.

A preocupação a respeito desse tema tão delicado serviu de base para o desenvolvimento de uma análise para compreender o porquê desses resultados tão elevados causadores de tantas mortes no Brasil, apesar da existência de leis específicas e de um trabalho cada dia maior de conscientização da população. Através deste panorama geral, entendemos a situação atual e os reflexos destes resultados nas mídias on line e nos canais virtuais de relacionamento.

Números inalterados

Há mais de uma década, os acidentes nas ruas e estradas do país são registrados em números preocupantes. Apesar das alterações inseridas no código brasileiro de trânsito em 1998, com a melhoria na segurança dos veículos e aumento da fiscalização eletrônica, as contribuições não foram suficientes para uma redução na mortalidade por acidentes de trânsito.

Como aponta a tabela abaixo, a média de mortes permanece constante pelo período de dez anos. Apesar dos investimentos em conscientização da população aplicados neste período, o numero de mortes não sofreu nenhum impacto positivo, apresentando inclusive um aumento considerável.

Apesar dos avanços das normas de trânsito e da facilidade na divulgação de informações de prevenção, o número de mortes não foi reduzido.

Em 1999, um ano após as alterações no código brasileiro de trânsito, houve uma redução no número de mortes. Mas nos anos seguintes os números subiram consideravelmente, mostrando ter sido apenas uma redução motivada pela novidade.

Novas leis para salvar vidas
Cientes dos números alarmantes de acidentes de trânsito no país, as autoridades brasileiras colocaram em vigor, nos últimos dois anos, duas novas leis visando à redução no número de mortes.
Em 19 de julho de 2008 foi alterado o Código de Trânsito Brasileiro, inserindo uma lei de proibição do consumo de bebida alcoólica por condutores de veículos, batizado de “Lei Seca”. As ameaças de multa e a perda da carteira de habilitação por 12 meses, fizeram com que o número de mortes diminuíssem 6,2%, ou seja, redução de 2.302 mortes por ano, como mostra o quadro abaixo.

Há dois anos em vigor, a Lei Seca mostrou uma redução no número de mortes em 17 estados brasileiros. O quadro abaixo mostra os principais estados que obtiveram reduções significativas.


Destaque para o Rio de Janeiro, que através de uma fiscalização mais intensa por parte das autoridades e maior conscientização da população, conquistou uma redução de 32% no número de vítimas fatais.

Avaliando nas mídias sociais a repercussão causada pela Lei Seca, a mais famosa lei no combate aos acidentes de trânsito, e as interações envolvendo Violência no Trânsito, tivemos o seguinte resultado no período monitorado.

    Página 1 de 3123